O júri popular de Luis Felipe Manvailer, acusado de ter matado a advogada Tatiane Spitzner, que estava marcado para essa quarta (2) foi adiado. O pedido foi da defesa do acusado Luis Felipe Manvailer, porque um dos advogados está com Covid-19. Será no dia 25 de janeiro de 2021, às 9 horas.

O caso, que aconteceu em julho de 2018 em Guarapuava, chocou o país. Aos 29 anos, Tatiane foi morta por esganadura pelo marido e jogada do prédio onde o casal morava, em Guarapuava. Imagens de câmeras de segurança mostram o marido da vítima arrastando seu corpo do elevador para dentro de casa, limpando o local e depois saindo, com outra roupa. As investigações apontaram que Manvailer não chamou por socorro nem avisou a família de Tatiane, que vive a poucos metros do local do crime.

A decisão do júri será um marco na história do Paraná na luta da violência contra a mulher e o feminicídio. O advogado Gustavo Scandelari, sócio do escritório Dotti e Advogados, representante da família Spitzner, lembra que, além de haver provas em vídeo das agressões de Manvailer, há um laudo comprovando que ela foi morta por asfixia dentro do apartamento. Por isso, ele segue confiante que o desfecho será a condenação do agressor. O assistente da acusação ressalta que exames médicos comprovam que Tatiane tinha a saúde mental estável. “Um médico avaliou Tatiane poucos dias antes de ser brutalmente assassinada, atestando que estava plenamente saudável, sem nenhum sinal clínico de depressão. O réu preso nunca se manifestou sobre isso. Será certamente condenado”, afirma Scandelari.
A família de Tatiane Spitzner estava preparada e confiante no resultado condenatório de Manvailler, no entanto, a notícia de contaminação por covid-19 de um membro da defesa de Manvailer foi imprevisível e levou à redesignação da data do júri. Por isso, os familiares e o assistente de acusação, Gustavo Scandelari, da Dotti e Advogados, entendem que o assunto deve ser tratado com a maior cautela possível e seguem confiantes no resultado.

Informações bem Paraná