Edson Fachin e Luís Roberto Barroso votaram neste domingo contra a possibilidade de Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia se reelegerem no comando do Senado e da Câmara.

Com isso, formaram a maioria para barrar a recondução para um mandato subsequente na Mesa Diretora das duas Casas. Já haviam votado dessa maneira os ministros Luiz FuxMarco AurélioCármen Lúcia e Rosa Weber.

“Respeitar os limites do texto nada tem que ver com tolher a autonomia do Poder Legislativo: cuida-se simplesmente de indicar o melhor caminho para o aprofundamento de nossa democracia”, afirmou em seu voto Edson Fachin.

É uma resposta à tese de que o Congresso poderia decidir pela reeleição por tratar-se de uma questão interna corporis.

“O problema com essa interpretação – a de que seria uma questão puramente política a ser decidida pelo Congresso – é que admitir a reeleição para a mesma legislatura faria com que o art. 57, § 4º ficasse totalmente esvaziado, não se aplicando a situação alguma. E a regra na interpretação constitucional é a de que não existem normas inúteis”, afirmou.

O parágrafo 4º do artigo 57 da Constituição diz que os presidentes das duas casas do Legislativo têm mandato de 2 anos, “vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”.

Ficaram vencidos no julgamento Gilmar Mendes (relator)Dias ToffoliAlexandre de MoraesRicardo Lewandowski e Kassio Nunes Marques.

Leia aqui o voto de Edson Fachin; aqui o de Luís Roberto Barroso; e aqui o de Luiz Fux, que definiram o resultado neste domingo.

 

Informações olho aberto