O juri de Luis Felipe Manvaileir, marido acusado de matar a advogada Tatiane Spitzner, foi cancelado após a defesa do réu abandonar a sessão. O O júri popular, marcado para esta quarta-feira, 10 de fevereiro, no Fórum de Guarapuava, na região central do Paraná, havia começado às 9h20, mas foi cancelado por volta de 12h30 pelo juiz.
Segundo a defesa, eles estariam tendo o seu trabalho “cerceado”. O juiz não autorizou o uso de um vídeo da portaria do prédio onde ocorreu o crime, há dois anos, como como prova. O juiz afirmou que o material não consta nos autos inicias e negou o pedido dos advogados do réu.
Manvailer chegou ao fórum em um carro do Departamento Penitenciário do Paraná por volta das 8h30. Familiares e amigos de Tatiane fizeram um protesto no local, pedindo a condenação do réu.
Na terça-feira, 9, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negou o pedido da defesa de Luis Felipe Manvailer para o cancelamento da sessão do júri marcada para ocorrer na quarta-feira, 10 de fevereiro.
O crime
Tatiane Spitzner foi morta no dia 22 de julho de 2018, dentro do apartamento em que vivia com Manvailer, no centro de Guarapuava. Manvailer é réu por crime de homicídio com as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel, asfixia, dificuldade de defesa da vítima e femicidio que também responderá por fraude processual.
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) indica que a morte foi causada por asfixia mecânica antes de Tatiane ser jogada do prédio. Imagens da câmera de segurança mostram o acusado arrastando o corpo de Tatiane do elevador para dentro de casa, limpando o local e depois saindo com outra roupa.

A defesa de Manvailer está a cargo dos advogados Cláudio Dalledone Júnior e Adriano Bretas. O abandono do plenário acarretará multa de 100 salários mínimos (R$ 110 mil) ao réu e o julgamento terá de ser remarcado.

 

 

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