Após sete dias de julgamento, o biológo Luis Manvailer foi condenado nesta segunda (10) a 31 anos, 9 meses e 18 dias de prisão pelo homicídio qualificado da esposa, Tatiane Spitzner, com as qualificadoras de feminicidio, meio cruel e motivo fútil. Manvalier também foi condenado por fraude processual a 1 ano, 9 meses e 18 dias. A condenação foi anunciada às 19 horas pelo juiz Adriano Scussiato Eyng, no Fórum de Guarapuava, que também determinou o pagamento de R$ 100 mil aos pais de Tatiane por danos morais.O júri popular de Manvailer foi composto por sete homens e começou em 4 de maio.

O advogado Gustavo Scandelari, representante da família Spitzner, enalteceu a decisão do Tribunal do Júri. “A sentença é uma satisfação para a família de Tatiane. É um recado claro de todos os cidadãos brasileiros contra a violência de gênero, contra todas as formas de violência doméstica, apesar da postura impassível da defesa e do próprio acusado que lamentavalmente em seu interrogatório conseguiu ofender Tatiane e a memória, colocando a culpa na vítima por ele ter feito o que fez”, afirmou Scandelari.

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Manvailer se negou a responder aos questionamentos do Ministério Público e da assistência de acusação. Mesmo assim, o réu foi condenado. “Os jurados entenderam claramente que era um caso de condenação, baseado em muitas provas. O Poder Judiciário atribuiu uma pena proporcional, justa, e ficará registrado para que motive cada vez mais ações, para que encoraje pessoas a denunciarem casos de violência contra às mulheres”, disse o advogado.

O condenado está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) há dois anos e nove meses e continuará a cumprir a pena no mesmo local. Cabe recurso à decisão.

Relembre o caso

Tatiane caiu do 4º andar do edifício onde o casal morava, no centro de Guarapuava, na volta da comemoração do aniversário de 31 anos do marido, em um bar da cidade. Câmara de segurança do condomínio registraram Manvailer agredindo a mulher no elevador, depois recolhendo o corpo dela na calçada e, por fim, limpando as marcas de sangue. Tatitane tinha 29 anos. Para o Ministério Público, Manvailer atirou a mulher da sacada. A defesa sustenta que ela se jogou. O professor foi preso ainda na madrugada de 22 de julho, depois de bater o carro na BR-277, em São Miguel do Iguaçu. Estava a 340 quilômetros de Guarapuava, no sentido do Paraguai.

Informações bem Paraná