‘Quebrar todos os dentes num assalto’: mensagens de Daniel Vorcaro expõem ameaças contra opositores e jornalista Lauro Jardim
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso novamente pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4), em São Paulo, por ordem do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro é investigado por um esquema bilionário de fraudes financeiras e, de acordo com as novas informações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, comandava uma milícia privada para intimidar e atacar opositores, chamada de “A Turma”.
Um dos alvos foi o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Em nota, O Globo afirmou que repudia as ameaças e disse que tentativas de intimidar jornalistas representam um ataque à liberdade de imprensa (leia a íntegra no fim da reportagem).
As investigações, detalhadas na decisão de André Mendonça, revelaram trocas de mensagens pelo WhatsApp entre Vorcaro e seus principais colaboradores.
O conteúdo das mensagens, segundo a PF, envolve o núcleo de “intimidação e obstrução de justiça”, liderado por Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”.
Nas conversas, Vorcaro e “Sicário” falam sobre um possível ataque a Lauro Jardim após a publicação de notícias contrárias a seus interesses.
Mourão (“Sicário”): Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo?
Vorcaro: Sim.
Mourão: Cara escroto.
Vorcaro: Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele.
Mourão: Vou fazer isto.
‘Quebrar todos os dentes num assalto’: mensagens de Daniel Vorcaro expõem ameaças contra opositores e jornalista Lauro Jardim
Investigação da Polícia Federal aponta que o controlador do Banco Master ordenava ataques violentos contra jornalistas e opositores em grupo do Whatsapp.
Por Márcio Falcão, Bianca Muniz, Camila da Silva, TV Globo, g1
04/03/2026 08h58 Atualizado há 4 horas
Miriam: celulares de Daniel Vorcaro tinham ameaças a adversários, inclusive jornalistas
Miriam: celulares de Daniel Vorcaro tinham ameaças a adversários, inclusive jornalistas
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso novamente pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4), em São Paulo, por ordem do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro é investigado por um esquema bilionário de fraudes financeiras e, de acordo com as novas informações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, comandava uma milícia privada para intimidar e atacar opositores, chamada de “A Turma”.
Um dos alvos foi o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Em nota, O Globo afirmou que repudia as ameaças e disse que tentativas de intimidar jornalistas representam um ataque à liberdade de imprensa (leia a íntegra no fim da reportagem).
As investigações, detalhadas na decisão de André Mendonça, revelaram trocas de mensagens pelo WhatsApp entre Vorcaro e seus principais colaboradores.
O conteúdo das mensagens, segundo a PF, envolve o núcleo de “intimidação e obstrução de justiça”, liderado por Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”.
Nas conversas, Vorcaro e “Sicário” falam sobre um possível ataque a Lauro Jardim após a publicação de notícias contrárias a seus interesses.
Mourão (“Sicário”): Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo?
Vorcaro: Sim.
Mourão: Cara escroto.
Vorcaro: Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele.
Mourão: Vou fazer isto.
Em outra troca de mensagens, segundo as investigações, Vorcaro diz o seguinte:
“Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
Então, Mourão pergunta: “Pode? Vou olhar isso”. E Vorcaro responde: “Sim.”
Para Mendonça, “a partir de todos esses diálogos verifica-se a presença de fortes indícios de que Vorcaro determinou a Mourão que forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para prejudicar violentamente o jornalista em questão e, a partir do episódio, calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados.
Ao determinar a nova prisão, Mendonça afirmou que a organização liderada por Vorcaro continuou a praticar crimes e apontou risco concreto de fuga. Além disso, considerou que o banqueiro teve acesso a informações sigilosas e monitorou autoridades, e que por isso a liberdade dele colocava em risco a integridade física dos servidores públicos responsáveis pela investigação.
Fonte: Globo
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