MINAS GERAIS CONFIRMA PRIMEIRO CASO DE VARÍOLA DOS MACACOS EM CACHORRO

Animal de cinco meses testou positivo para varíola dos macacos em Juiz de Fora, em Minas Gerais. As informações são de que o animal conviveu no mesmo ambiente e teve contato com uma pessoa confirmada para a doença. Segundo o Estado, é também o primeiro registro positivo em animais no Brasil.
O cachorro teve início dos sintomas em 13 de agosto, começou com prurido, apresentando lesões em pápula, pústula e crostas localizadas em dorso e pescoço. O veterinário que atendeu o animal usou Equipamento de Proteção Individual (EPI) para exame e coleta das amostras após contato da Vigilância Epidemiológica sobre a suspeita.
O paciente que teve contato com o cão é dono do animal e iniciou os sintomas em 3 de agosto. Ele procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Juiz de Fora em 8 de agosto quando foi coletada amostra de lesão.
O paciente foi orientado pelo município a manter o animal em isolamento e a adotar medidas sanitárias para a rotina de alimentação do cão e de higienização do local, a saber: uso de luvas, máscara, blusa de manga comprida e calça para proteção da pele, bem como desinfecção da área com água sanitária.
Paciente e cão estão isolados em casa e passam bem, conforme informação da Regional de Saúde. O único contato humano domiciliar do paciente continua assintomático e segue em monitoramento.
No Brasil, até o presente momento, não havia evidência documentada de transmissão da doença do ser humano para animais ou de animais para o ser humano. Existem dois relatos no mundo, nos EUA e França, em que a potencial transmissão de humano a animal está sendo estudada.
A SES-MG e o Ministério da Saúde informam que, por ser uma doença zoonótica, existe o risco potencial de repercussões para animais susceptíveis.
Confira as orientações:
- Que todos os resíduos, incluindo resíduos médicos, sejam descartados de maneira segura e que não sejam acessíveis a roedores e outros animais;
- Que as pessoas com suspeita ou confirmação de infecção pelo vírus Monkeypox devem evitar o contato direto próximo com animais, incluindo animais domésticos (como gatos, cães, hamsters, furões etc.), gado e outros animais em cativeiro, bem como animais selvagens;
- Que as boas práticas de interação com a vida selvagem, conforme descrito acima, podem reduzir o risco de eventos futuros de transmissão de animais para humanos.
- Por fim, a SES-MG destaca que o comércio não regulamentado de animais selvagens (incluindo carne e produtos de animais selvagens) pode levar à disseminação internacional de doenças.
Informações: CATVE.COM
Publicar comentário